Cooperativismo e economia solidária em favor da transformação social

Economia solidária é um modelo de negócio que foi regulamentado pelo Governo Federal com a implantação da Lei 13.928 que institui o Dia Nacional da Economia Solidária, comemorado no dia 15 de dezembro. É um tipo de organização do trabalho centrada na autogestão dos trabalhadores.

Atualmente, multiplicam-se as iniciativas que buscam alternativas ao sistema bancário tradicional e, desse modo, o cooperativismo se torna a alternativa ideal, pois, tem como um dos princípios a igualdade e, por isso, valoriza o ser humano e não o capital. É um tipo de produção em que o bem comum é mais importante do que o lucro e as vantagens de uma minoria, além de ser uma alternativa às relações de trabalho convencionais. Em ambos os sistemas, o cooperativo e a economia solidária, todos os cooperados são os proprietários da entidade e dividem os lucros do negócio.

Essa semelhança ocorre porque o cooperativismo, quando promovido a partir dos princípios da economia solidária, é considerado uma das principais estratégias para a conquista do desenvolvimento sustentável por promover distribuição justa de renda, autogestão, ganho justo e preservação do planeta.

Cooperativismo e economia solidária são modelos que objetivam, entre outros benefícios, atenuar e até mesmo extinguir as desigualdades e as mazelas sociais. Vale lembrar que as primeiras práticas de economia solidária surgem, no Brasil, em resposta à pobreza e ao desemprego em massa do início do século XIX, causado pela chegada do capitalismo industrial. A introdução e a difusão de máquinas a vapor fizeram com que milhares de trabalhadores e trabalhadoras perdessem empregos e começassem a se organizar em cooperativas e associações.

Já as organizações as cooperativas foram criadas por representantes da classe operária no início da deflagração da revolução industrial capitalista. Então, a classe trabalhadora estava submetida à ganância incontrolável de empreendedores industriais da época, que os mantinham em 12 a 14 horas contínuas de trabalho diário, com salários de fome, em condições precárias de saúde e de segurança laboral, sem legislação trabalhista, previdenciária e nem sindical que os protegesse – situação similar à que os trabalhadores de Rochdale, que fundaram a primeira cooperativa do mundo no século XIX, viviam.

Quando baseado nas premissas da economia solidária, o cooperativismo pode ser uma estratégia no contexto dos altos índices de desemprego no Brasil, pois promove ações para formar novas lideranças, além de fortalecer a identidade das mulheres e jovens, construir novas estratégias de fortalecimento e promover momentos de troca de experiências.

Vale lembrar que numa cooperativa e nos empreendimentos da economia solidária as pessoas se unem, voluntariamente, para satisfazer aspirações e necessidades econômicas, sociais e culturais comuns, e isso se aproxima da ideia de desenvolvimento social e econômico, podendo constituir-se como uma ideia-força, capaz de fomentar a transformação social.

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